A estreia discreta de Yang Hansen: cinco pontos em uma vitória esmagadora

O Portland Trail Blazers abriu sua temporada na NBA com uma demolição de 124 a 83 sobre o Phoenix Suns, e para os fãs chineses de basquete o placar final foi quase secundário. Todos os olhares estavam em Yang Hansen, o pivô chinês de 20 anos que fez sua estreia na temporada regular e terminou com cinco pontos e dois rebotes em minutos limitados.
O jogo foi efetivamente decidido no primeiro quarto. Portland disparou para uma vantagem de 43 a 12, o tipo de início que drena a energia de um adversário e transforma o resto da noite em formalidade. Damian Lillard ditou o ritmo com 25 pontos, três rebotes e seis assistências, enquanto Deni Avdija acrescentou 18 pontos e 10 rebotes. No intervalo, a vantagem havia crescido para 72 a 39.
Para Yang, a noite teve menos a ver com estatísticas e mais com o marco. Ele é o mais recente pivô chinês a chegar à liga, uma linhagem que vai de Yao Ming a Yi Jianlian e Zhou Qi. As expectativas em casa são sempre pesadas para essa linhagem específica, e uma estreia de cinco pontos em uma goleada não vai resolver nenhum debate. Mas é um começo, e ele já pontuou.
Phoenix quase não teve nada dando certo. Devin Booker marcou 23 pontos, mas grande parte veio depois que o jogo já estava fora de alcance. Dillon Brooks acrescentou 10 pontos. Os Suns arremessaram mal, perderam a bola e foram superados nos rebotes, uma combinação que produziu o tipo de placar que os treinadores preferem esquecer rapidamente.
A transição de Yang para a NBA vai levar tempo. O ritmo da liga, a fisicalidade dos pivôs adversários e a pura velocidade de tomada de decisão são todos novos. Seus minutos na noite de abertura foram modestos, como esperado para um novato em um time com ambições de playoffs. O que importa agora é o trabalho diário: aprender as rotações defensivas, adaptar-se à velocidade das coberturas de pick-and-roll e conquistar a confiança de seus treinadores.
Para os fãs chineses, o jogo ofereceu uma mistura familiar de orgulho e paciência. A vitória esmagadora dos Blazers não será lembrada como um clássico, mas será lembrada como a noite em que Yang Hansen apareceu pela primeira vez em um box score da NBA. Em um país onde o basquete continua sendo um dos esportes mais populares, isso por si só garante atenção.
A temporada de Portland agora segue com uma vitória contundente no bolso. A atuação de Lillard foi um lembrete de que os Blazers podem pontuar em sequência, e o vendaval do primeiro quarto mostrou com que rapidez eles podem liquidar um jogo. Para Phoenix, a tarefa é se reagrupar antes que o calendário fique mais difícil.
Yang, enquanto isso, continuará trabalhando. Temporadas de novato são longas, e a história de um jovem pivô encontrando seu espaço raramente é contada em uma única noite. Os cinco pontos são um começo, não um veredicto. Os fãs chineses de basquete estarão acompanhando de perto, jogo a jogo, na esperança de que a estreia discreta se torne algo maior.