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Após 30 anos, BioWare fecha e fãs contabilizam os jogos que ela deixa

Pela redação do HotNews3 min de leitura
Após 30 anos, BioWare fecha e fãs contabilizam os jogos que ela deixa

A BioWare, estúdio canadense por trás de Mass Effect, Baldur’s Gate e Dragon Age, foi fechada por sua dona, a EA, segundo um relatório datado de 22 de outubro de 2026. O estúdio passou três décadas construindo mundos que moldaram a forma como uma geração de jogadores pensava sobre jogos de RPG, e seu fechamento marca o fim de uma das casas de RPG mais influentes da indústria.

Fundada em meados da década de 1990, a BioWare fez seu nome primeiro com jogos de RPG para PC detalhados e com forte carga narrativa. Baldur’s Gate, ambientado no universo de Dungeons & Dragons, dava aos jogadores companheiros de grupo com personalidade e escolhas que tinham consequências ao longo de dezenas de horas. Vieram depois Neverwinter Nights e Star Wars: Knights of the Old Republic, cada um aprofundando a reputação do estúdio por sua ambição narrativa.

A série Mass Effect levou essa fórmula para a ópera espacial, com um comandante, uma tripulação e uma história que abrangia toda uma galáxia e que os jogadores podiam conduzir por meio de diálogos e decisões. Dragon Age adotou a mesma abordagem em um mundo de fantasia sombria de política, magia e escolhas morais. Juntas, as três franquias se tornaram a face pública do estúdio e a razão pela qual muitos jogadores acompanhavam seus lançamentos de perto.

No entanto, as três grandes séries nunca foram a história completa. Desde 1996 o estúdio lançou cerca de 20 jogos no total, e fãs no Reddit agora estão revisitando os que ficaram à sombra dos gigantes. Entre eles está um título de Sonic the Hedgehog, um lembrete de que a BioWare um dia aceitou trabalhos muito fora de seu gênero característico. Outros projetos iniciais e spin-offs experimentais voltam à tona enquanto os jogadores trocam memórias do que o estúdio tentou antes de se firmar nos RPGs.

Esse catálogo mais amplo ajuda a explicar o lugar do estúdio na indústria. A BioWare não era uma fábrica que repetia uma fórmula; ela transitava entre propriedades licenciadas, universos originais e experimentos para portáteis, e sua sorte subia e descia a cada virada. O arco de cinco jogos de uma série de longa duração, e a recepção irregular dos lançamentos posteriores, acompanharam a própria busca do estúdio por direção.

O fechamento também ocorre em um ano em que o gênero RPG está muito diferente daquele que a BioWare ajudou a definir. Grandes estúdios agora competem com equipes menores e com ferramentas que aceleram a produção, enquanto os jogadores esperam histórias longas e movidas por escolhas de um campo cada vez mais amplo. O público que cresceu com brincadeiras entre companheiros e diálogos ramificados continua por aí, mas agora distribui sua atenção entre muito mais lançamentos.

Para os fãs, a resposta imediata foi de arquivo, não de raiva: listas, capturas de tela e tópicos catalogando o que o estúdio fez e quando. Esse impulso é familiar nos jogos, onde o catálogo de um estúdio fechado muitas vezes sobrevive à própria empresa. Os jogos continuam jogáveis, e as discussões sobre quais resistem ao tempo provavelmente continuarão muito depois de as portas se fecharem.

O que acontece com as franquias do estúdio, e se a EA as mantém vivas com outras equipes, é a questão em aberto. Por ora, o registro é a obra: três séries marcantes, um desvio por Sonic e cerca de duas décadas de experimentos que somaram uma trajetória distinta nos jogos de RPG.

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