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A decepção de Wang Chuqin em Nagoya: três finais, três pratas

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A decepção de Wang Chuqin em Nagoya: três finais, três pratas

Wang Chuqin chegou aos Jogos Asiáticos de 2026 em Aichi-Nagoya como o talismã do tênis de mesa chinês. Ele saiu com três medalhas de prata, três finais perdidas e a confissão de que não sente mais a alegria que antes sentia na quadra.

A final de simples masculino no domingo foi o capítulo mais doloroso. Lin Shidong, seu companheiro de seleção e a nova força do esporte, o venceu por 4-0. Foi a segunda vez em Nagoya que Lin varreu Wang em uma final: a dupla já havia se enfrentado na decisão de duplas mistas, onde Wang e Sun Yingsha perderam por 0-4 para Lin e Kuai Man. Nessas duas finais, Wang não ganhou nenhum game de oito.

O padrão se estendeu mais. Na final por equipes masculina, a China caiu para o Japão, e Wang foi derrotado por 0-3 pelo japonês Tomokazu Harimoto. Somando tudo, Wang perdeu três partidas nestes Jogos sem conquistar um único game em nenhuma delas — uma reviravolta brutal para um jogador que ganhou quatro medalhas de ouro nos Jogos Asiáticos de Hangzhou há três anos.

Após a derrota no simples, Wang não se escondeu. “Sinto que estive me esgotando o tempo todo”, disse ele a repórteres por meio da paráfrase de um tradutor. “Não sei por quê, só me sinto cansado. Depois da Copa do Mundo e dos Campeonatos Mundiais, não consigo encontrar o sentimento que costumava ter — aquele prazer, aquele amor de estar na quadra.” Ele acrescentou que continuou tentando se motivar e queria vencer todas as partidas, mas suas reações pareciam lentas e sua concentração não parava de escapar.

O ex-jogador da seleção nacional Cheng Jingqi ofereceu uma leitura mais branda em um painel de televisão, dizendo que Wang deu tudo, mas simplesmente não estava em seu melhor físico ou mental. “Ele sempre tentava se inflamar”, disse Cheng. “Mas a sensação para o jogo estava opaca, um pouco embotada.”

Para Lin Shidong, a semana foi uma coroação. O jovem destro levou o ouro no simples masculino, nas duplas masculinas com Huang Youzheng e nas duplas mistas com Kuai Man. Um detalhe levantou sobrancelhas em seu país: na final por equipes masculina, Lin foi escalado como terceiro jogador e apareceu em apenas uma partida, que venceu. Os fãs questionaram a escalação quando a China entregou o título por equipes ao Japão.

A frustração de Wang transbordou nas redes sociais, onde milhares de comentários inundaram sua página no Weibo minutos após a final. Alguns torcedores pediram paciência; outros perguntaram se a agenda simplesmente o havia desgastado.

A China ainda dominou o programa de tênis de mesa no geral, terminando com seis ouros e quatro pratas em sete eventos. Wang Manyu venceu Sun Yingsha pelo título de simples feminino, e os títulos de duplas femininas, duplas masculinas, duplas mistas e equipes femininas foram todos para a China. A prata por equipes masculina foi o único ouro que a equipe perdeu.

No entanto, a história que permaneceu foi a de Wang. Aos 26 anos, ele continua sendo um dos jogadores mais talentosos de sua geração, mas Nagoya o deixou em busca de respostas — e do sentimento que um dia tornou o esporte divertido.