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A corrida ferroviária dos feriados na China mostra a escala do turismo doméstico

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A corrida ferroviária dos feriados na China mostra a escala do turismo doméstico

A rede ferroviária da China volta a provar por que é a espinha dorsal do turismo doméstico. Em 27 de setembro, último dia do mini-feriado do Festival do Meio Outono, a filial de Xangai do China Railway Group informou que esperava transportar 3,32 milhões de passageiros na região do delta do rio Yangtzé — a vasta zona econômica em torno de Xangai que inclui partes das províncias de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. No dia anterior, o mesmo operador já havia movimentado 2,808 milhões de pessoas, um salto de 27,8 por cento em relação ao mesmo dia do ano passado.

O Festival do Meio Outono, feriado tradicional centrado em reencontros familiares e bolos lunares, tornou-se um importante período de viagens por direito próprio. Em 2026, caiu perto do feriado do Dia Nacional, criando um denso conjunto de dias de folga que muitos trabalhadores chineses aproveitam para visitar parentes ou fazer viagens curtas. O resultado é um padrão conhecido: milhões de pessoas se deslocando na mesma direção ao mesmo tempo, e um sistema ferroviário que precisa absorver a onda sem quebrar.

Para lidar com a onda de retorno, a filial de Xangai disse ter adicionado trens e ampliado os horários de serviço nas rotas principais. O delta do rio Yangtzé é uma das regiões mais densamente povoadas e economicamente produtivas do mundo, e seus corredores ferroviários — que ligam Xangai, Hangzhou, Nanquim, Suzhou e Hefei — estão entre os mais movimentados do país. Mesmo um feriado modesto pode levar essas linhas ao limite.

Uma nova peça de infraestrutura chegará bem a tempo. O trecho Xiong’an-Shangqiu da ferrovia de alta velocidade Pequim-Hong Kong será inaugurado em 28 de setembro, acrescentando um novo canal norte-sul. Espera-se que a linha fortaleça o efeito de rede da malha ferroviária de alta velocidade da China e melhore as conexões entre várias cidades de Anhui e Pequim. Locais como Jiuhuashan, Lujiang, Shouxian, Tongcheng e Bozhou podem ver trens de alta velocidade diretos para a capital pela primeira vez.

Para os viajantes, isso significa trajetos mais curtos e mais opções. Para as economias locais, pode significar acesso mais fácil a turistas, visitantes de negócios e investimentos. Anhui há muito é uma fonte de trabalhadores migrantes para Xangai e outras cidades costeiras; melhores ligações ferroviárias facilitam a manutenção dos laços familiares e a integração de cidades menores ao crescimento da região.

A rede de alta velocidade da China agora se estende por mais de 40.000 quilômetros, muito maior do que a de qualquer outro país. O sistema foi projetado não apenas para a velocidade, mas para a capacidade, com trens circulando em intervalos frequentes e estações construídas para lidar com grandes multidões. Durante os feriados de pico, os operadores costumam oferecer serviços extras até tarde da noite, e a venda de bilhetes abre semanas antes para que os viajantes possam planejar.

Ainda assim, a correria dos feriados é um lembrete de como as viagens podem ser concentradas. As estações das grandes cidades tornam-se cidades temporárias por si só, com filas para a segurança, a comida e os táxis. As autoridades pedem regularmente que os passageiros cheguem cedo, viajem leve e usem bilhetes digitais para acelerar a entrada.

Para os leitores globais, os números podem parecer impressionantes, mas refletem um fato simples: na China, o trem é como o país se move. Seja um estudante voltando para casa, um avô visitando os netos ou um turista indo a um templo na montanha, o trem continua sendo a escolha padrão. À medida que o Festival do Meio Outono termina e a temporada de viagens do Dia Nacional se aproxima, os trilhos do delta do rio Yangtzé continuarão zumbindo — um motor silencioso, mas poderoso, da vida cotidiana chinesa.