Jojopyun sobre o primeiro confronto com Faker: 'Fui absolutamente destruído'

Para um jovem jogador profissional, a confiança faz parte do trabalho. Jojopyun, o mid-laner da equipe europeia MKOI, tem de sobra. Mas em uma entrevista em vídeo recente, ele relembrou o dia em que essa confiança encontrou a realidade — a primeira vez que jogou contra Faker em uma sessão de treino, e a lição que se seguiu.
Faker, cujo nome real é Lee Sang-hyeok, joga pela equipe coreana T1 e é amplamente descrito como o maior jogador de League of Legends de todos os tempos. Ele venceu vários campeonatos mundiais e é um nome conhecido no cenário competitivo há mais de uma década. Para um novato, dividir uma rota contra ele é um rito de passagem.
Jojopyun disse que, antes daquela sessão, nunca havia enfrentado ninguém de fora de sua própria região no mais alto nível. “Eu achava que todo mundo era, na verdade, bem medíocre”, recordou. “Eu pensava: Faker não pode ser tão forte. Eu sei que ele é o GOAT, mas ele é realmente tão bom assim?” O termo GOAT — greatest of all time, o maior de todos os tempos — é uma abreviação padrão da internet nos círculos de gaming, e Jojopyun o usou sem hesitar.
Então veio a partida de treino. Era o primeiro dia em que sua equipe chegava à Coreia do Sul, e eles fizeram um scrim contra a T1 quase imediatamente. O resultado foi brutal. “Fui absolutamente destruído”, disse ele. “Não foi nem perto. A rota acabou na hora.” Em League of Legends, a rota do meio é um duelo um contra um durante boa parte do início da partida, então um confronto desequilibrado ali pode decidir o ritmo de todo o mapa.
O que faz a anedota ressoar é que ela não é realmente uma história sobre perder. É uma história sobre calibração. As partidas de treino, conhecidas no meio como scrims, são onde as reputações são construídas e desmontadas em silêncio, longe das câmeras e dos prêmios. Jogadores de regiões menores muitas vezes chegam acreditando que a diferença é pequena, e descobrem que ela é medida em milhares de horas de prática deliberada.
Para fãs fora do mundo dos games, a dinâmica lembra qualquer área de alto desempenho. Um jovem tenista encontra um campeão experiente e aprende que a diferença não é uma única habilidade, mas dezenas de pequenas decisões tomadas mais rápido. Em League of Legends, isso significa controle de onda, timing, consciência de mapa e a capacidade de ler a intenção do adversário antes que ela se torne óbvia.
A franqueza de Jojopyun foi amplamente compartilhada entre os seguidores do cenário competitivo, em parte porque essa humildade é rara em uma cultura que recompensa a fanfarronice. Ele não afirmou que a derrota foi azar ou que o confronto foi injusto. Ele simplesmente descreveu a diferença e seguiu em frente, o que é possivelmente a conclusão mais útil para quem persegue um objetivo difícil.
A entrevista também serve como lembrete de como o jogo se tornou internacional. Um jogador europeu viajando a Seul para treinar, medindo-se contra um ícone coreano, agora é uma parte comum do calendário. O centro de gravidade do cenário mudou muitas vezes ao longo dos anos, mas o padrão estabelecido por Faker ainda funciona como uma referência com a qual os novatos se medem.
Se Jojopyun fechará essa diferença em futuros encontros é uma questão em aberto. O que ele já demonstrou é a disposição de dizer em voz alta o que a maioria dos jogadores só admite em particular: que os melhores do mundo são, de fato, tão bons assim.